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Desabafo de um viajante

  Naqueles papos de botequim, onde a cerveja ajuda a soltar a voz e a trocar grandes discussões, no bom sentido da palavra, me vi envolvido em uma destas e por pouco não perdi a paciência com um velho e querido amigo, que de quando em vez resolve me criticar por ser um viajante voraz, coisa que ele não faz puramente por  não gostar, mas não aceita que gostemos ou conversamos sobre o tema.  Ontem foi assim, éramos cinco à mesa, quatro de nós viajantes e contadores de histórias e causos, e quando nos reunimos o assunto é o mesmo: Viagens e fatos acontecidos e histórias dos locais que visitamos. E assim estava sendo feito, Geraldo contando sua viagem ao Uruguai, Maninho dizendo que gostou muito de Ouro Preto, foi até lá na Semana Santa, e eu quisto porque minha viagem neste período foi a mesma de todos os anos, Belo Horizonte e Nova Lima para ver a filha, marido e netas.  Mas o velho e querido amigo não se calou, e até é bom não ficar quieto, até criticando vale a pena ...

Papo de Botequim

Naquelas conversas de botequim, regadas a cerveja e boas histórias, me vi em meio a uma discussão acalorada com um velho e querido amigo. Costumamos nos reunir às sextas no Armazém, e o assunto quase sempre gira em torno de viagens — cada um contando seus causos, suas descobertas e lembranças. Ontem não foi diferente: Geraldo falava do Uruguai, Maninho lembrava Ouro Preto na Semana Santa, e eu partilhava minhas idas a Belo Horizonte e Nova Lima para visitar filha, genro e netas. Mas esse amigo, que não aprecia viajar, resolveu criticar. Disse que eu era 'metido a besta' por falar da Europa, como se contar histórias fosse vanglória. A verdade é que não conto vantagens, conto vivências. Viajar é meu modo de estar no mundo, e dividir essas experiências é apenas compartilhar alegria. Sei que, no fundo, é o calor da cerveja e o peso de não ter outro assunto além de política e futebol. E, apesar do excesso de ontem, continuo a valorizar sua presença à mesa. Porque amizade é isso: sup...
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  O  FECAMI (Festival Estudantil da Música Popular Brasileira de Miracema)   teve sua primeira edição em 1969, marcando o início da tradição de festivais de música na cidade de Miracema, no Rio de Janeiro.   Instagram  +1 Aqui estão alguns destaques sobre o evento e a cultura local: História:  O festival surgiu como o "embrião" dos festivais da canção no município, com edições organizadas no final dos anos 1960. Primeira Edição (1969):  A música vencedora foi “Cores Vivas”, composta por  Carlos Gualter  e interpretada por  Zilda Santos . Figura Importante:  Eleonora de Martino Salim, conhecida como "Pingo", é uma das personalidades de destaque citadas na história do festival.

No Bar do Vovô

 Quantos bombocados? Ferrugem e Vandinho dois garotos endiabrado, eram o texto do Seu Vicente. Dois -boca grande- como ele dizia, pareciam saber o momento da chegada fo bombeado, fresquinho, vindo da cozinha da vovó Maria e semore ganhavam um, cada, daquela bondosa criatura.  Mas... um dia tentaram um golpe no velho. Assim contou o já ptifesdie, vereador e secretário do Prefeito Salim:, Chegamos, dúzia Têlio Mercante, eu e Vandinho na hora que seu Vicente ia guardar o bombocado,  e o Joel (Vandinho) falou - deixa aí, seu Vicente, e encheram a tal boca grande, e vovô,  experto,  não nis deixou sequer engolir. E arrematou,  ele queria saber quantos comemos, e nós, de boca cheia, falamos ummmmm,  e ele, este ummmmmm é porque tava bom, nê? Deixa que eu cobro os outros seis fo Telésfoto (pai) Os expertos sumiram em segundos. Se pagaram? Nenhum dos envolvidos me disseram.
Conversa de Botequim – Republicação Publicado originalmente em 2005, este texto captura o espírito das conversas de bar sobre futebol, política e cotidiano. À época, o Corinthians vivia a chegada de jogadores argentinos como Carlitos Tevez, e o noticiário esportivo fervia. Mantivemos a essência da crônica, com leves ajustes de grafia e notas de contexto. CONVERSA DE BOTEQUIM Estávamos, como de costume, tomando a nossa cervejinha do final de semana, no Para-Raio’s Bar, quando o amigo Canário adentrou ao recinto e na bucha perguntou: – O que vocês acham do Carlitos? Fiquei meio embuchado e não respondi, achava que viria por ali mais uma gozação do Canário. Motta, mais distante por ter ido ao banheiro, chegou e ouviu somente o final da pergunta e soltou em seguida: – Foi um dos maiores gênios que vi e um dos pais do cinema moderno. Respondeu achando que satisfazia seu amigo. Não satisfeito com a resposta, o entrante Canário devolveu: – Ele pode ser gênio, mas ainda não jogou nada no Corin...

Entre a bola, a cruz e a espada

                                             A bola, a cruz e a espada   2016 Nós brasileiros que somos ricos em gírias e provérbios, costumamos dizer estamos entre a cruz e a espada, quando temos uma dúvida sobre qualquer problema. Nesta Copa do Mundo, um dos nossos craques está entre a cruz, a espada e a bola. Me refiro a Ronaldo, o que muitos chamam de fenômeno, mas que com muita boa vontade eu prefiro chamar de craque. Fenômeno foi Pelé, Garrincha, Maradona, Cruif, dos que eu vi, e Zizinho, Puskas, segundo os antigos. Mas vejam só. O nosso craque Ronaldo optou pela nacionalidade espanhola, como já fizeram outros jogadores em paises europeus, para conseguir outras vantagens financeiras e até políticas. Quem já serviu a Pátria, fazendo o exército ou o simples Tiro-de-Guerra, sabe o que representa um juramento a uma nação. O "Espanhol" Ronaldo fez o juramento a b...

De bar em bar

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  SEGURA NO BALCÃO DO BAR Tenho sempre o hábito — ou melhor, o prazer — de visitar um bar, uma cantina ou um restaurante durante minhas viagens. E não, não é para “encher a cara”. É para experimentar o lugar. Um vinho, uma cerveja, um café, um quitute qualquer — mas, de preferência, aquele que o morador aponta com convicção: — Esse aqui você precisa provar. Foi assim em Sintra, Portugal . Disseram-me que ali estava o melhor bolinho de bacalhau da região, acompanhado da melhor cerveja portuguesa. Fui conferir. Pode até não ser o melhor — essas coisas são sempre discutíveis — mas naquele momento, posso garantir: o vinho desceu redondo… e o bolinho, então, nem se fala. Seguir viagem depois disso ficou bem mais fácil. Um café também tem seu valor. E, em Latina, na Itália , provei um expresso daqueles que não pedem licença: chegam chegando. Forte, encorpado, direto. Perfeito para quem encara uma viagem de vinte e dois dias pela Europa. Fui levado até lá pelo meu primo Miguel , que mora ...