Adilson Dutra, mas podem me chamar de Penacho
Quando nasci, em 03 de janeiro de 1950, Miracema ainda não havia completado idade para ser uma debutante, tinha apenas quatorze anos de emancipada e cheguei para o mundo na casa número 174, da Praça Ary Parreiras, centro nevrálgico da cidade, bem em frente da recém inaugurada Prefeitura, um pouco abaixo da Igreja de Santo Antônio, próximo da Praça Dona Ermelinda e do Jardim da Cidade, um dos mais belos de todo o Norte Fluminense, como era designada a nossa região naqueles anos 1950. Dizem, os mais antigos e os jogadores de sinuca do Bar do Vicente, meu avô, que eu vim ao mundo em uma mesa de bilhar, trazido pela Dona Nair, a parteira oficial de Miracema, pois não havia um outro lugar na casa que pudesse fazer o parto decentemente, não tenho comprovação, mas se o povo diz é porque tem razões para tal. Meus pais, Eusébio Dutra Neto, filho de Vicente e e Maria José Dutra, e Maria Picanço Dutra, a Lili, filha de Cornélio e Almerinda Freitas Picanç...