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Mostrando postagens de dezembro, 2025

E já se foram 40 anos

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São quarenta anos de Campos, que lá em 1985 não havia incluído "Dos Goytacazes" em seu nome, e de lá para cá mudou muito tanto aqui como na minha Miracema. Já existiam as piscinas mas o grande pulo da natação ainda era no poço da Usina e na descida do ribeirão Santo Antônio, alguns chamados poços ideais existiam por ali e hoje estão praticamente secos.   Que maravilha! Era o poço no Santo Antônio e os banhos no Conde, na Lagoa Preta e no famoso Moura, uma diversão barata, com algumas aventuras e ao lado de rapazes e, às vezes, moças que faziam parte da nossa curriola, aqui no bom sentido da palavra.  Andar pela Rua Direita, do lado direito de quem sobe, após o cinema das seis, aos domingos, a domingueira do Aeroclube, sim ainda vi de perto e por ali aprendi a bailar decentemente como ainda faço até hoje,, as matinês nos Cines Sete e Quinze, aqueles antigos da Rua das Flores e abaixo da Banda Sete, aliás ali também havia os famosos bailes de carnaval no então chamado ...

GOSTEI E ESTOU CHEGANDO PARA FICAr

Meu filho falou nesta página, boa por sinal, e entrei de araque, pois não tinha nada prá fazer neste sábado, à tarde. Vi, gostei e fiquei até ler tudo sobre o Americano, que é de Campos, mas revelou jogadores miracemenses, como o Célio Silva, e sobre Miracema, êta saudade besta, sô.  Li o Kasal, será que é o mesmo Carlos Augusto, filho do Dr. Ururay? Nos meus tempos não fui amigo dele, mas sabia de sua inteligência e de sua liderança. Ele disse que está em Vitória, ES, legal. Deve estar bem, tomara. Li um punhado de gente que não conheço, mas devem ser netos ou filhos de algum conhecido ou amigo meu, que deixei naquela terra que abandonei há mais de 20 anos e nunca mais, infelizmente, voltei.  As sátiras do tal de Ermelindo, deve ser apelido, são excelentes, as crônicas dos garotos, meu filho disse que são meninos e o Caio é filho do Ronaldo Lima, da Cerj, meu velho parceiro de botequim e bailes no Aero Clube e Ferreira da Luz. Me lembro de um dos últimos, com o Waldir Calmon,...

Legal... reminisceências

José Maria de Aquino  Só pergunto, como curioso. não valeria a pena continuar com o turismo/cidade? No futuro, breve ou longo, não renderia? Mas, vamos lá. Por falar em Miracema, lembro-me do dia em que bati o record de corrida e salto ao muro. Torcedor do Miracemense - eu juro que antes a camisa tinha um vermelhinho em qualquer lugar, para não ser só alvinegra - sempre time muito trabalho para pular o muro do velho estádio da rua Laje, e sempre fiquei atrás do gol, perto do muro que dividia o campo com a casa da tia Antonia. Era difícil pular o muro, porque o Zé Miséria era meu tio e, me reconhecendo em qualquer lugar, sempre me colocava para fora do estádio. E aí começava tudo novamente. Achar um lugar longe dos olhos dos pernas negras (polícia da época)e do Zé Miséria, honesto, durão, chato. Se os porteiros do Maracanã fossem iguais a ele, não haveria evasão de renda, eu juro. Mas compensava a correria para ver de perto Jair Polaca, Plácido, Parafuso, França, Bitico. Especialme...

Viva Miracema - II

  Carlos Augusto Tostes de Macedo Vitória – ES, 09-09-01 Minha felicidade é chegar a Miracema. Lembro-me do Papa e dá vontade de beijar aquele chão. Miracema representa uma parte de minha vida. Nesta cidadezinha eu vivi dos meus um ano e dois meses de idade, quando meus pais se mudaram da vizinha cidade de Muriaé –MG para Miracema. E ali permaneci até os dezenove anos. Portanto, Miracema faz parte de minha pessoa, de minha personalidade, de minha vida. Miracema sou eu, em parte. Em Miracema fiz o Jardim de Infância, o Curso Primário (1o. Grau) e o Curso Técnico de Contabilidade. Portanto, em Miracema vivi fases marcantes da vida: a infância e a juventude. Hoje, com quase 59 anos de idade, quando me lembro de Miracema... oh, quantas saudades eu sinto! Eu me lembro, com muito carinho, de todas as pessoas que ali conheci e com as quais tive um convívio muito saudável. Não me lembro de rusgas ou querelas que fossem capazes de macular meus pensamentos, minhas lembranças. Portanto, as le...
 

Um texto da Mana Eliane

Todo dia abro esta página, na esperança de encontrar alguém do meu tempo que não vejo há muito tempo. Para minha alegria, encontrei o Kazal, o que me fez navegar através do tempo, até aquela Miracema da minha infância e juventude. Assim como ele, eu também me lembro do Neca Solão(causa de muitas correrias minhas). Contam que, um dia, esta figura singular chegou ao Bar do meu avô(outra figuraça), completamente nu. Meu avô, gozador que era, perguntou-lhe: "Neca, que roupa é esta?, e ele, muito sério, respondeu: "É "seu"Vicente, acho que estou nu, não está vendo?  Continuando a leitura, deparei-me com as personagens interessantes e, eu acrescento outras, como o Paroquena e a Perereca(engraçadíssimo o namoro dos dois em frente a Prefeitura!!!!!!)  A Furiosa, a Sete de Setembro, desperta-me saudades gostosas, pois cresci aprendendo a amá-la, pois meus avós eram setembristas doentes. Até hoje, emociono-me com suas apresentações.  No dia 2, mais saudades, pois J.C.Alves Mo...

viva Miracema

  Lembrar de minha infância em Miracema é lembrar de figuras como  “Neca Solão”.  Carlos Augusto Tostes Macedo - In Memorian  Neca Solão andava sempre bêbado, e, como tal, bem sujinho. Era só a meninada gritar “Neca Solão”! e ele respondia com belos palavrões. Eu não gostava mexer com o Neca Solão porque ele era irmão do “Chico Munheca” que, por sua vez, era pai de meu amigo e companheiro de “peladas”, o “Chiquinho da Banca”. Aliás, eu até me simpatizava muito com o “Neca Solão” que, apesar de sujo e bêbado, eu sentia haver ali uma boa alma, uma boa pessoa. E eu tenho certeza, hoje, de que não estava enganado.  Outras interessantes personalidades povoavam o início de minha vida naquele belo recanto da Terra, como “Rundunga”,  “Napoleão”, “Quinha”, Pedro, “Tereza do Coveiro”... ... ... Hoje, lembrar de Miracema é lembrar-me dos nomes de ruas, tão pitorescos: “Rua Direita”, “Rua das Flores”, “Rua do Café”, “Rua do Biombo”, “Rua da Lage”, “Rua do Sapo”, “Rua d...

A PRAÇA, A ÁRVORE E O CORETO

Texto publicado no Jornal Dois Estados em outubrode 2007  A Praça até que recebeu uma bela roupagem, tem uns trecos esquisitos por ali, alguns dizem ser arte moderna. Tem gente passeando de mãos dadas, parecem dois recém-enamorados. Tem um carrinho de bebê surgindo do nada e com ele as lembranças me chegam repentinamente.  Começo a fitar aquele pedaço de terra com mais firmeza, o tempo parece estar voltando, com um movimento brusco e inesperado. Naquela exata fração de segundo, em que o tempo voltava, me vi com o joelho ralado e com o olho roxo, resultado de um salto errado e um choque com aquela arvorezinha, que ficava bem atrás do nosso coreto.  Abri os olhos e não me vi no presente. Naquele pedaço de terra havia gritos. “Eu só jogo se for na linha. A bola é minha e ponto final”. Era o filho do político impondo sua posição no racha. “Entra aqui, Penacho. Sua vaga tá garantida”, era meu amigo Nenê, fazendo uma gritaria louca para escalar todos os seus amigos.  O gar...