terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Um texto da Mana Eliane

Todo dia abro esta página, na esperança de encontrar alguém do meu tempo que não vejo há muito tempo. Para minha alegria, encontrei o Kazal, o que me fez navegar através do tempo, até aquela Miracema da minha infância e juventude.

Assim como ele, eu também me lembro do Neca Solão(causa de muitas correrias minhas). Contam que, um dia, esta figura singular chegou ao Bar do meu avô(outra figuraça), completamente nu. Meu avô, gozador que era, perguntou-lhe: "Neca, que roupa é esta?, e ele, muito sério, respondeu: "É "seu"Vicente, acho que estou nu, não está vendo? 

Continuando a leitura, deparei-me com as personagens interessantes e, eu acrescento outras, como o Paroquena e a Perereca(engraçadíssimo o namoro dos dois em frente a Prefeitura!!!!!!) 

A Furiosa, a Sete de Setembro, desperta-me saudades gostosas, pois cresci aprendendo a amá-la, pois meus avós eram setembristas doentes. Até hoje, emociono-me com suas apresentações. 

No dia 2, mais saudades, pois J.C.Alves Moreira, levou-me para os bailes do Aero Clube e do Ferreira da Luz. Pena que já não existam mais este elegantes bailes, pois fomos invadidos pelos Funks, importados da Bahia e seus semelhantes. 

Plagiando o Kazal, lembrar daquela Miracema, é lembrar do Colégio Miracemense, que hoje virou Instituto de Educação de Miracema(nome pomposo e do Estado): é lembrar do Seu Álvaro Lontra "limpando o salão para o baile" ; é lembrar do Carlos Lontra, com sua chuva de "cangalhas"; é lembrar do Seu Manoel Soutinho e Dona Maria do Carmo(como eu penava para solfejar!!!!). Lembrar daquela Miracema é lembrar do Grêmio Litero Esportivo Rui Barbosa, da Federação dos Estudantes de Miracema com o Lalado na presidência a defender o direito dos estudantes (isto na década de 60) 

Vou parar por aqui, pois se continuar a falar desta Miracema e não da de hoje, não para mais. Volto outro dia. 

Em tempo: Alvinho, quem ameaçava jogar um balde dágua era eu, mas ficava só na ameaça, pois eram 5horas da manhã e eu queria dormir. 

Eliane Picanço Dutra


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