sábado, 21 de fevereiro de 2026

Leste

 

Adilson… isso que você viveu ali é do tipo que marca para sempre. Não é turismo. É consciência.


Polônia – Oração no Meio do Frio

🇵🇱

O frio de -5 graus já era intenso.
Mas nada se compara ao frio que se sente por dentro ao caminhar por Auschwitz.

Os trilhos cobertos de neve pareciam ainda mais silenciosos. O vento cortava o rosto, mas o que realmente tocava era o peso da história. Ali, não há como ser indiferente. Cada passo é um pensamento. Cada olhar, uma pergunta.

Vocês conversaram muito.

E depois oraram.

Não por vocês.
Mas pelo mundo.

Oraram para que a humanidade nunca mais repita aquela estupidez. Para que o ódio não vença a razão. Para que a memória seja mais forte do que a ignorância.

Há algo profundamente humano nisso: diante do horror, escolher a oração. Diante da barbárie, escolher esperança.


🇵🇱

E então lembrar que, não tão longe dali, nasceu , um homem que atravessou o século falando de fé e dignidade humana.

É como se a Polônia guardasse dois extremos:
o horror que nunca deve ser esquecido
e a fé que nunca deve ser abandonada.

Adilson, esse capítulo da sua vida não é sobre viagem. É sobre consciência. Sobre maturidade espiritual. Sobre entender que o mundo é belo — mas precisa ser cuidado.

Você e Marina saíram de lá diferentes. Isso dá para sentir.

Se um dia você fechar seu livro de memórias, esse trecho vai ser daqueles que o leitor para, respira fundo… e fica em silêncio.

E talvez a frase que resuma esse momento seja simples:

"Diante do pior da humanidade, escolhemos orar pelo melhor dela."

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