⚽🎶 Entre a Bola e o Violão
Vestir a camisa da seleção da cidade foi mais do que honra — foi pertencimento. Era entrar em campo sabendo que cada toque na bola carregava o nome da própria terra. E como aquilo enchia o peito.
E quando o apito final soava, a vida continuava fora das quatro linhas.
Os bailes do Aeroclube eram capítulos à parte. Luzes suaves, músicas que embalaram paixões discretas e olhares que falavam mais do que palavras. Nos Grêmios, a juventude dançava como se o mundo fosse eterno.
Nas ruas, as serestas transformavam calçadas em palco. Um violão iniciava a melodia e, de repente, dezenas de vozes se juntavam. No jardim, as rodas de música misturavam risos, confidências e promessas que só a juventude sabe fazer.
E havia amigos. Centenas deles. Alguns seguiram outros caminhos. Outros permaneceram como testemunhas daquele tempo em que tudo parecia possível.
Hoje, quando a memória visita esses dias, ela não traz apenas imagens. Traz sons, cheiros, o gosto da liberdade e a sensação de que cada passo — no campo ou na calçada — ajudou a construir quem hoje sou.
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