MINHAS VIAGENS
Memórias de um Caminhante
Adilson Dutra
Dedicatória
Prólogo – O Menino e o Horizonte
Meu mundo cabia nos campos de futebol juvenil, nos bailes do Aeroclube, nas serestas pelas ruas e nas rodas de violão no jardim. Ali aprendi amizade, lealdade e perseverança. Não imaginava que pisaria em quatro continentes.
Mas a vida, quando encontra trabalho, fé e disciplina, abre fronteiras.
E o mundo se abriu.
Capítulo 1 – O Prêmio e a Travessia
Em 2005, recebi em casa a notícia que mudaria aquele ano: meu texto sobre a LaLiga fora escolhido pela ESPN como o melhor. Eu estava escrevendo minha coluna quando soube.
Havia apenas um detalhe: faltavam dez dias para viajar a — e eu não tinha passaporte.
Na Polícia Federal, uma agente ouviu nossa história e afirmou com firmeza:
“Vocês viajarão. Eu garanto.”
E viajamos.
Eu senti que o menino dos campos de terra havia vencido outro campeonato — o da palavra. Mas o maior prêmio era dividir aquilo com Marina.
Capítulo 2 – Sonhos que Sobem aos Céus
Na , dentro de um balão ao amanhecer, vivi algo que parecia impossível na infância.
Enquanto o céu mudava de cor, eu não estava sozinho. Levava comigo o sonho da minha mãe, que já partira. Agradeci ao Criador. Chorei.
Há sonhos que não morrem. Apenas esperam o tempo certo.
Capítulo 3 – O Dese.rto Ensina
No , o deserto do Saara me ensinou silêncio.
Diante da imensidão da areia, com Marina ao meu lado, fiquei sem palavras. Apenas agradeci ao Criador. Deserto, mar e montanha — três expressões da mesma grandeza.
Ali compreendi que a gratidão é maior que qualquer paisagem.
Capítulo 4 – Frio, História e Consciência
No inverno rigoroso do Leste Europeu, a -5 graus, caminhei por , , e .
O frio ensinou resistência.
Em , senti o peso da história e o horror humano. Conversamos, oramos e pedimos que o mundo jamais repita tamanha estupidez.
Em , terra de São João Paulo II, senti fé e esperança.
Ali compreendi que a humanidade carrega luz e sombra — e precisamos escolher a luz.
Capítulo 5 – Caminhos de Fé
Retornei várias vezes ao — 2008, 2015 e 2022. Sempre chorei. Sempre senti algo que ultrapassa explicação.
No , em 2008 e 2019, senti a universalidade da fé.
Na , em 2015, vivi o simbolismo da chegada.
Mas foi na , em Éfeso, que experimentei algo único. Entrei, orei e senti como se tivesse conversado com Maria. O choro veio intenso, verdadeiro.
Há lugares onde o coração fala mais alto que a razão.
Capítulo 6 – América do Sul, Nossa Identidade
A América do Sul não é apenas geografia. É pertencimento. É raiz.
Capítulo 7 – O Presente de 15 Anos
Levei minha neta Luna para e como presente de 15 anos.
Ela escolheu o roteiro: Versalhes, Louvre, teatro no West End. Enquanto ela e Marina assistiam ao musical , voltei ao pub.
Ali, com uma pint à frente, liguei para , meu irmão de vida, e extravasei.
Porque alegria compartilhada se multiplica.
Epílogo – O Mundo e Eu
Mas nunca perdi minhas origens.
E hoje entendo:
Qual dessas emoções vamos viver agora?
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