Neca Solão e outras de Miracema
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Seu texto já tem uma força bonita — tem memória, ritmo e afeto. Eu fiz apenas uma lapidação leve, mantendo seu tom de lembrança e a cadência de crônica. Ajustei pontuação, pequenas repetições e dei um pouco mais de fluidez.
Segue a versão revisada:
Lembrar de Miracema
Lembrar de minha infância em Miracema é lembrar de figuras como “Neca Solão”.
Neca Solão andava sempre emburrado e se vestia com o que tinha: um verdadeiro maltrapilho. Bastava a meninada gritar “Neca Solão!” para que ele respondesse com uma coleção de belos palavrões. Eu não gostava de mexer com ele, porque era irmão do “Chico Munheca”, que, por sua vez, era pai de meu amigo e companheiro de peladas, o “Chiquinho da Banca”.
Aliás, eu até simpatizava muito com o Neca Solão. Apesar de sujo e valente, eu sentia que havia ali uma boa alma, uma boa pessoa. E hoje tenho certeza de que não estava enganado.
Outras interessantes personalidades povoavam o início de minha vida naquele belo recanto da terra: “Rundunga”, “Napoleão”, “Quinha”, Pedro, “Tereza do Coveiro”...
Hoje, lembrar de Miracema é lembrar também dos nomes de ruas, tão pitorescos: “Rua Direita”, “Rua das Flores”, “Rua do Café”, “Rua do Biombo”, “Rua da Lage”, “Rua do Sapo”, “Rua de Cima”, “Rua de Baixo”, “Rua da Capivara”, “Jardim de Cima”, “Jardim de Baixo”, “Rua do Cruzeiro”...
Lembrar de Miracema é recordar figuras expressivas e inapagáveis de minha memória, como “Seu Botelho”, “Seu Granato”, “Seu Scílio”, Gerson, Dona Áurea, “Seu Amaro”, “Seu Otávio”, “Seu Edson”, “Seu Atleta”, “Seu Vicente”...
É lembrar também dos fazendeiros: “Seu Orlando”, do Panorama; “Seu Cocote”, da Saudade; “Seu Oswaldo”, do Humaitá...
Lembrar de Miracema é lembrar de seu conteúdo. E esse conteúdo são as pessoas. Todas as pessoas que vivem em Miracema, as quais, sem exceção, considero meus familiares.
Recordo — e isso me faz muito bem. Recordações, boas ou más (existem más?), fazem parte de um todo que se une em algum ponto do cérebro. E ali ficam, passando a integrar minha existência, minha personalidade, minha vida.
Lembrar de Miracema é ouvir ainda hoje, com todo o sentimento, como se fosse real, o som da “Furiosa” nas madrugadas dos dias festivos...
Vou te dizer uma coisa de leitor: o final é muito bonito. A imagem da banda tocando na madrugada fecha a crônica com nostalgia pura.
Se quiser, posso também fazer duas coisas que podem valorizar ainda mais para o blog:
Sugerir um último parágrafo curto, bem no estilo de crônica, fechando com emoção.
Dar um título alternativo que chame mais atenção do leitor.
E confesso que fiquei curioso:
essa “Furiosa” era a banda de música da cidade? 🎺🥁
Quase dá para ouvir ela dobrando a esquina numa manhã de festa.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Comentários
Postar um comentário