Tem discurso? Eu choro
Oca do Jardim (foto ao lado). Ali apresentei comícios políticos e Festivais da Canção, ainda na nossa Miracema.
Quando cheguei a Campos dos Goytacazes, em 1979, iniciei minha trajetória no rádio. Foi uma passagem marcante na Princesinha do Norte, também em Miracema, onde realizamos diversas transmissões externas: carnaval, futebol, desfiles cívicos, sempre ao meu comando, ancorando ao lado de Renato Mercante e da turma do futebol.
Em Terra Goytacá, cobri futebol e carnaval, fiz eventos ao vivo na TV e no rádio, sempre com qualidade e entusiasmo. Mas, minha gente amiga, o duro é quando chega a hora do discurso. Ser orador nunca foi meu forte. Em 1973, na formatura do Curso Normal no Colégio Miracemense, abdiquei do cargo de orador da turma. Escolhemos a bela Heloisa Firmino, que brilhou com sua voz firme e interpretação impecável. Eu, emocionado, chorei ao ouvir o discurso que eu mesmo havia escrito.
Na primeira homenagem que recebi em minha cidade natal, ao ser chamado para agradecer o título de “Miracemense Ausente Número Um”, não consegui terminar a fala. Desabei em lágrimas compulsivas e percebi que não sou homem dos discursos. Posso cantar, dançar, apresentar, conduzir eventos ao vivo nas ruas ou nos estúdios — mas discursar, não.
O mesmo aconteceu em Campos, quando recebi o título de Cidadão Campista: lágrimas do início ao fim. Em Miracema, nas homenagens que me prestaram — duas comendas, a de Jornalismo e a do Esporte — também não falei. Porém, este ano preparei um discurso para agradecer aos acadêmicos da Academia Miracemense de Letras. Ficou bonito, mas novamente as lágrimas chegaram e não consegui passar do segundo parágrafo.
Ainda assim, a vida continua. Quem sabe um dia eu consiga falar sem chorar. Até lá, sigo vivendo e celebrando cada emoção que me faz ser quem sou.

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